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23/04/2021 - 16h05m

Eco-cozinha industrial: cozinhar com sustentabilidade e inclusão social

Produção de doces, bolos e geleias com ingredientes agroflorestais vem rendendo frutos à região da Foz do Rio São Francisco

Eco-cozinha industrial: cozinhar com sustentabilidade e inclusão social

Texto Karina Lima Moraes

 

O projeto “Cozinhar com Ecosustentabilidade” vem rendendo frutos à região da Foz do Rio São Francisco. Desenvolvida pela Associação Aroeira, localizada no município de Piaçabuçu, a eco-cozinha industrial produz doces, bolos, compotas e geleias com ingredientes agroflorestais, proveniente de agroextrativismo sustentável.

O projeto é o resultado do Termo de Fomento firmado entre a Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) e a Associação Aroeira, com recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP). Inaugurada em agosto de 2020, a eco-cozinha industrial permanece ativa, proporcionando geração de renda para mulheres agroextrativistas.

 “A maior importância de tudo isso é o resgate e a possibilidade que a gente dá a estas famílias, que são atendidas por esse Termo de Fomento. A gente leva a elas a possibilidade da geração de renda e melhoria no contexto geral. É satisfatório participar e é importantíssimo ajudar porque assim a gente consegue fazer um diferencial às famílias em vulnerabilidade”, disse Daniella Gazzaneo, Superintendente de Avaliação e Gestão da Informação.

Desde dezembro de 2020, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e a paróquia São Francisco de Borja, a eco-cozinha está produzindo 12 mil quilos de bolos de macaxeira artesanais, que são distribuídos às famílias em situação de risco alimentar. O projeto, que se encerra em abril de 2021, é realizado por 15 eco-chefes, capacitadas na eco-cozinha industrial.

Além da produção de alimentos, o espaço também possibilita a realização de capacitação em cozinha sustentável. Com produtos oriundos da própria região - como pimenta-rosa, tamarindo, jenipapo, siriguela, entre outros -, o projeto alia desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. 

“Foi muito importante esta parceria do governo do estado, que financiou através do FECOEP a construção da nossa cozinha. Nós conseguimos, com nossas parcerias e assessores técnicos, a exemplo de Jorge Izidro, que se debruçou sobre as normas para acesso às políticas dentro do FECOEP,  a nossa cozinha e as capacitações para as mulheres da Associação Aroeira e mulheres pescadoras que, além da pesca, também vão ao mato. Eu só tenho a agradecer a todos os parceiros”, explicou Rita Paula, presidente da Associação Aroeira.

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